1º PARTE: BRASIL, PAÍS SEM SUPEREGO
Assisti um debate na TV Globo no qual se enfatizou que o problema da violência está ligado à falta de estudo.
Fiquei contente porque até pouco tempo a violência era ligada à doença mental, motivo pelo qual escrevi num dos meus livros um capítulo. Voltando ao assunto escolaridade, queria dar meu depoimento pessoal. Fui criada numa zona italiana no Rio Grande do Sul (Carlos Barbosa), onde a grande maioria das pessoas eram analfabetas como a senhora mãe do Lula. Não conheci bandido. E havia muitos loucos. Meus colegas de grupo escolar só fizeram o curso primário e nenhum se tornou criminoso. Eu fui em frente e acabei por estudar Medicina na mesma época e mesma Universidade em que Marco Aurélio Garcia fazia Direito e eu era sua secretária na FEURGS. Depois por um acaso da vida acabei sendo titular da cadeira de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Vassouras, onde o grande problema que encontrei era o semi-analfabetismo de muitos estudantes. Os alunos aprendiam a Psiquiatria mas escreviam tudo errado.
Minha filha teve ensino primário e secundário em meio à classe média, um dos colegas dela, rico, tornou-se traficante de drogas e foi morto antes dos 20 anos. No próprio debate de hoje, o apresentador cometeu vários erros de Português , o que não é incomum na TV Globo. Por sinal me incomoda muito e pediria a Regina Casé que refizesse o comercial do canal 58, onde em vez de dizer "as trinta milhões de pessoas..." dissesse “os trinta milhões de pessoas”. A propósito ponho-me à disposição da Rede Globo para o ensino de Português, FREE.
2º PARTE: TRATA-SE DO PROBLEMA DO SUPEREGO
Nos anos da ditadura, cometeram-se muitos crimes contra as pessoas e contra instituições. Instituiu-se a CENSURA, um superego extremamente exigente com as pessoas e mau, e da mesma forma leniente com os desmandos do Planalto. Criou-se A IMPUNIDADE. E desde aí, esta vem grassando tenazmente. Nosso problema social , O CRIME, vem do Planalto e dele continuará vindo se não pintarmos a cara como fizemos com o aprendiz Fernando Collor de Mello. Ele foi punido pelo Jardim de Dinda. O superego funcionou bem, com ele. Depois disso o superego se soltou. As pessoas não nascem naturalmente boas ou más, logo, atrás do social existe uma genética pessoal. Eu por exemplo, não mataria, como muitos miseráveis, não por virtude, mas por ter uma genética não criminosa e um superego normal. Um país que como o nosso, beneficia e premia os criminosos comuns e do Planalto com impunidade, não pode dizer que o problema básico da criminalidade e da violência é falta de estudo. Todos os ladrões do Planalto que conhecemos através de CPIS , sabem muito bem do que falo. Eles, com sua impunidade, são exemplo para os que como eles estão marcados genêticamente para crime.
São doutores e aboliram o SUPEREGO