sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Madrugada

Madrugada. Entre 4 e 5 horas. Acordo com barulho de caminhão debaixo de minha janela. Me assusto. Aqui onde moro não é usual barulho de veículos de madrugada. Olho pela janela e há um caminha-baú (o wur dr b\~e sempre na TV, utilizado para roubo de caras e, estacionado atrás dela, um caminhão pequeno aberto). Vozes de homens. Abro a janela. Um homem sai do caminhão pequeno e vai para o baú. Fico por meia hora espreitando. Nada. Telefono para o 190.
Eu: Alô bom dia.
Ela. Alôoooooooo.
Cai a ligação.
Como sou depressiva e a culpa sempre é minha, achei que meu telefone não estava funcionando. Pego, o segundo telefone que está ao lado – disco 190.
Eu: alô, bom dia.
Ela: alô
Eu: acho que minha ligação caiu.
Ela: é da polícia Militar. “Tudo o que disser pode ser gravado”.
Eu: a Sra. Está ai?
Eu: é que está acontecendo uma coisa estranha na frente da minha casa e gostaria...
Ela: interrompe – “a Sra. Já foi ver o que é?”
Eu: não tenho medo dos homens. Eu sou uma velha.
Ela: a Sra. Tem que perguntar a eles o que é. Daí se tiver algo a ver com a policia Militar, eu solicito uma viatura.
Eu: ah?? Desligo, como um autômato.
Teria sido um sonho? Volto à janela e lá estão os caminhões. Fico conjecturando o que seria e que não vou publicar aqui. Mas cheguei a uma conclusão da qual não tinha a mínima ideia. Vi que o inicio de uma milícia dever ser por causa disso. Voltei a dormir, confiando meu sono à Rocinha, que como sempre me cuida bem, sem pagar imposto, como certamente pago à PM. Fim.

2 comentários:

Rosane ChonChol disse...

adorei o seu blog, temos uma certa sintonia
Rosane Chonchol

Rosane ChonChol disse...

gosto de gente inteligente
Rosane Chonchol