segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O ELETROCHOQUE - Esclarecimentos.

O chamado eletrochoque é uma medida terapêutica usada pelo psiquiatra somente (pelo menos deveria ser) em caso de desespero de causa - isto é --- risco de suicídio.  

 É uma invenção medica portuguesa que pode salvar vidas mas também tornar-se em casos de mal uso um agente demenciador. Não pode e nem deve ser aplicado sem licença do paciente e dos pais.
Com o paciente deve ser discutido em terapia sobre a conveniência ou não de sua aplicação. Pelo menos foi isto que aprendi na Clínica Pinel Porto Alegre, com Dr. Marcelo Blaya. O numero de aplicações não deve passar de três. Como se faz - um medico aplica na veia do paciente um anestésico que dura mais ou menos quinze minutos. Outro médico aplica a descarga elétrica igual a da arma chamada de não letal pelo nosso Secretario de Segurança. Pode ser letal. Depois de o paciente ter uma “morte” pois há parada cardíaca e respiratória, os dois médicos fazem a pessoa ressuscitar usando massagem nos músculos toraxicos, o paciente revive. Aí ele deve ser colocado na realidade. Dizer quem é, onde está, quem é o medico, o que está fazendo, enfim todo um processo de recoloca-lo na realidade atual. Isto é para que o paciente não fique demenciado. 

A demenciaçao é frequente em grandes hospitais que negligenciam esta parte e o paciente passa a não entender mais nada. O risco de suicídio acontece em qualquer idade, desde o nascimento até os cem anos. Não adianta o psiquiatra, a mae, o pai, ou os amigos negarem o fato. Para mim, todo suicida tem de qualquer forma escrito na testa “vou me matar”. Isto é porque está extremamente só, desligado do mundo e de si mesmo. O eletrochoque então funciona como a vivencia de uma pequena morte que é o que o superego do paciente quer. É por isto que o eletrochoque pode salvar vidas.

2 comentários:

carmemdametto@globo.com disse...

Em tempo: O eletrochoque surgiu ai partir de 1938, dois médicos da Universidade de Roma – Ciarleti e Bini. Carmem Dametto

Rosane Chonchol disse...

não creio na utilidade do "romano" eletrochoque e sim numa terapia ocupacional com tintas e barro