domingo, 4 de março de 2007

MAIRA
Seja benvinda!! 

Gostei do teu comentário que merece um tratado de sociologia, neurologia e psicanálise.Trata-se da genética do CRIME. Não quero me extender mas conheço mais ou menos 50 mil pessoas, das quais mais ou menos 10 mil eu tratei e eram geneticamente marcadas para serem doentes mentais. É fácil fazer uma pesquisa do grupo familiar tanto do pai como da mãe, de um doente. É como diabetes. No CRIME, eu conheci umas dez pessoas ladras. Todas tinham ancestrais criminosos. Quanto ao problema do superego, aqui no Brasil, um país sem pai e nem mãe, não há modelos sociais, na há lei, como diria Millor Fernandes : “bom mesmo era quando o “farwest” era nos Estados Unidos” . E a impunidade e a premiação, vide passeio de avião do Escadinha, que acho, ainda vai ganhar estatua em praça publica.

Enfim, eu poderia escrever horas aqui. Se te interessa, o assunto não está esgotado. Mas CRIME só é cometido com certeza absoluta, na minha cabeça , se a pessoa nasce propensa a ele. Fantasias de matar alguém, todas as pessoas boas ou más, as tem. Mas não agem (atuam), esta fantasia. O superego existe e não permite. Um beijo.
Carmem

Um comentário:

Maira disse...

Carmem, grande mestra, quem sou eu para contrariá-la diante da tua experiência psicanalítica? Sou uma mera curiosa, com algumas leituras na área. Só quis observar que é perigoso fazermos generalizações sobre a origem da mente criminosa. Acho que são uma série de fatores em jogo, a genética seria o menor deles. Senão podemos cair naquelas teses de Lombroso, Lavater, essas idéias meio esquisitas de avaliar o criminoso pelo formato da cabeça e tal, não é isso? Acho até que pode haver uma herança, como dissestes, mas não pelo caminho da genética. Filho de peixe, peixinho é? Uma coisa assim. Uma herança "cultural" do crime. Bom, são cá especulações masturbatórias minhas. A gente se fala. beijão